terça-feira, 9 de junho de 2015

Do que é feito um computador

Metal Ferroso32%
Plástico23%
Metais não ferrosos (chumbo, cádmio, berílio, mercúrio)18%
Vidro15%
Placas eletrônicas (ouro, platina, prata e paládio)12%
Fonte: Programa Ambiental das Nações Unidas

Uma radiografia do lixo eletrônico.

Ao olhar um computador, um celular e outros equipamentos externamente não temos a noção da diversidade de materiais que ele contém, inclusive vários materiais nobres (ouro, platina, etc.) e que acabam indo parar no lixo, podendo contaminar a água do subsolo, o próprio solo e a atmosfera, caso sejam queimados. Abaixo listei alguns dos componentes que encontramos dentro de um computador ou aparelhos eletrônicos.
Do que é composta uma tonelada de sucata eletroeletrônica mista:
FerroEntre 35% e 40%
Cobre17%
ChumboEntre 2% e 3%
Alumínio7%
Zinco4% a 5%
Ouro200 a 300 gramas
Prata300 a 1000 gramas
Platina30 a 70 gramas
Fibras plásticas15%
Papel e Embalagens5%
Resíduos não recicláveisEntre 3% e 5%

Danos a saúde que o lixo eletrônico causa

Danos a saúde

Os elementos químicos presentes no lixo eletrônico podem causar diversos problemas de saúde no ser humano.
A contaminação no homem pode ocorrer pelo contato direto com os elementos químicos, que entram na fabricação dos equipamentos eletrônicos. A Tabela 1 apresenta os efeitos que alguns materiais presentes no lixo eletrônico causam à saúde do ser humano (MUTIRÃO DO LIXO ELETRÔNICO, 2008):.

Tabela 1: efeitos que alguns materiais presentes no lixo eletrônico causam à saúde
MaterialEfeito na saúde
Chumboprovavelmente, o elemento químico mais perigoso; acumula-se nos ossos, cabelos, unhas, cérebro, fígado e rins; causa dores de cabeça e anemia, mesmo em baixas concentrações; age no sistema nervoso, renal e hepático.
Cobrecausa intoxicações; afeta o fígado.
Mercúrioaltamente tóxicas concentrações entre 3 g e 30 g podem ser fatais ao homem; é de fácil absorção por via cutânea e pulmonar; tem efeito cumulativo; provoca lesões no cérebro; tem ação teratogênica - malformação de fetos durante a gravidez.
Cádmioacumula-se nos rins, fígado, pulmões, pâncreas, testículos e coração; causa intoxicação crônica; provoca descalcificação óssea, lesões nos rins e afeta os pulmões; tem efeitos teratogênicos e cancerígenos.
Báriotem efeito vasoconstritor, eleva a pressão arterial e age no sistema nervoso central; causa problemas cardíacos.
Alumíniofavorece a ocorrência do mal de Alzheimer e tem efeito tóxico sobre as plantas.
Arsênioacumula-se nos rins, fígado, sistema gastrointestinal, baço, pulmões, ossos e unhas; pode provocar câncer da pele e dos pulmões, anormalidades cromossômicas; tem efeito teratogênico.
Cromoacumula-se nos pulmões, pele, músculo e tecido adiposo; pode causar anemia, afeta o fígado e os rins; favorece a ocorrência de câncer pulmonar.
Níqueltem efeito cancerígeno.
Zincoentra na cadeira alimentar afetando principalmente os peixes e as algas.
Pratatem efeito cumulativo; 10 g de nitrato de prata são letais ao homem.

O cenário atual

Os equipamentos eletroeletrônicos são substituídos por modelos mais avançados cada dia mais rápido e em maior quantidade, e este material se transforma em sucata, em lixo tecnológico, o chamado e.lixo. A quantidade de e.lixo produzido pelas empresas e pela sociedade brasileira já alcança perto de 35 milhões de toneladas por ano, segundo estudo da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). Portanto, dar a destinação correta para este material, que tem em sua composição resíduos de alto nível de contaminação, é urgente.
A destinação final do e.lixo necessita ser feita de modo apropriado, seguindo as normas da lei da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que incentiva a reciclagem e proíbe o descarte de materiais recicláveis em lixões e aterros sanitários. 
A lei estabelece a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos equipamentos eletrônicos e incentiva a elaboração de princípios para planos de resíduos sólidos, contribuindo para a busca de alternativas para os problemas socioambientais e de reciclagem, gerenciamento e destinação final do e.lixo.
Crescendo
Em 2008, foram vendidos cerca de 12 milhões de PCs no Brasil e a previsão é que este número chegue a 100 milhões de unidades em 2012. Os celulares já ultrapassaram o número de 100 milhões e as TVs o de 65 milhões de unidades.
Obsoletos
Os computadores são substituídos em média a cada quatro anos nas empresas e a cada cinco anos pelos usuários domésticos. Já o tempo médio para a troca de um celular é inferior a dois anos.
Marcas no lixo
A maioria dos fabricantes, importadores e comerciantes perde o controle dos seus produtos depois de vendidos e, posteriormente, estes equipamentos tornam-se ameaças ambientais em aterros e lixões.
Ambiente ameaçado
Os resíduos do e.lixo, como metais pesados, contaminam o lençol freático e mananciais que abastecem de água a população. Quando queimados, estes materiais poluem o ar e seu manuseio inadequado pode causar doenças e distúrbios no sistema nervoso.

Semana do Meio Ambiente faz coleta de lixo eletrônico em Rancharia

Entre segunda (8) e sexta-feira (12), das 9h às 16h, será comemorada a Semana do Meio Ambiente em Rancharia. Durante o período, diversas atividades voltadas à natureza serão realizadas, entre elas, a coleta de óleo de cozinha usado e lixo eletrônico.
A doação de cães, feiras de agricultura familiar e exposições também estão programadas para a semana, conforme a prefeitura. A maioria das atividades serão realizadas na Praça Elpídio Marchiani, conhecida como Praça da Baixada.
A prefeitura ainda coloca que na coleta dos lixos eletrônicos podem ser levadas, por exemplo, eletroeletrônicos sem utilidade, pilhas e baterias usadas, que contam com apoio de catadores de recicláveis. Já as exposições contam com o apoio de escolas, associações e institutos.
As comemorações tiveram início no dia 3 de junho com uma visita à “Nascente do Branco” afluente do Córrego Confusão e plantio de árvores, realizada por alunos do 5º ano do ensino fundamental da rede municipal.
Alunos do ensino fundamental também puderam participar, durante o período de aula, de um concurso de redação. Outro concurso realizado, este para alunos da educação infantil, foi de desenhos com a temática. 

terça-feira, 26 de maio de 2015

Países pobres são destino 'de 80% do lixo eletrônico de nações ricas'

Os países em desenvolvimento são o destino de 80% do lixo eletrônico produzido nas nações ricas, mas carecem da infraestrutura, de tecnologias de reciclagem apropriadas e da regulamentação legal para absorver essa vasta quantidade de detritos.
Essa é uma das conclusões de um relatório divulgado nesta sexta-feira pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Especificamente em relação à América Latina, o documento afirma que a maior parte dos países da região ''ainda precisa elaborar uma legislação para o lixo eletrônico''.
Segundo o documento O Impacto Global do Lixo Eletrônico: Lidando com o Desafio, boa parte do lixo eletrônico exportado para as nações em desenvolvimento é enviado ilegalmente, e estes detritos acabam indo parar em plantas de reciclagem informais, predominantemente em países como China, Índia, Gana e Nigéria.
O documento afirma que houve avanços recentes na região, como na Costa Rica, o primeiro país latino-americano a criar uma legislação nacional específica sobre o tema.

Ônus

De acordo com o estudo, ''as nações em desenvolvimento estão tendo de lidar com o ônus de um problema global, sem ter a tecnologia para lidar com isso. Além disso, os países em desenvolvimento estão eles próprios cada vez gerando maiores quantidades de lixo eletrônico'.
O estudo afirma que está havendo um aumento rápido na geração de lixo eletrônico doméstico produzido na China, no Leste Europeu e na América Latina.
Um total de 40 bilhões de toneladas de lixo eletrônico é produzido anualmente. Estima-se que 70% dos produtos eletrônicos descartados e exportados todos os anos vá parar na China e que esta proporção estaria aumentando.
Muitas vezes, esse lixo exportado para a China é reexportado para outros países do Sudoeste asiático, como Cambodja e Vietnã.
De um modo geral, as exportações de pequeno porte são destinadas a países da África Ocidental. Mas o relatório diz que essa proporção deverá crescer, devido à adoção de leis mais duras por parte dos países do Sudeste Asiático, que costumavam absorver parte desse comércio.
Entre os principais problemas ligados ao lixo eletrônico, de acordo com o relatório, estão a ausência de regulamentações para assegurar a segurança dos que lidam com esses produtos descartados e a falta de incentivos financeiros para reciclar detritos eletrônicos de forma responsável.
A manipulação desses detritos traz vários riscos à saúde pela presença de materiais tóxicos.
Entre as recomendações feitas no documento da OIT, está a adoção de legislações apropriadas por parte dos países em desenvolvimento, a regularização do setor informal de reciclagem e a organização de trabalhadores que lidam com detritos eltrônicos em cooperativas.
Fonte: bbc

terça-feira, 19 de maio de 2015

Maiores Produtores

Os maiores produtores de lixo eletrônico do mundo, segundo o Pnuma, são a Europa e a América do Norte, com a Ásia se aproximando rapidamente.
Já a Ásia e a África são os maiores destinos desse material descartado. Os países que mais recebem o lixo eletrônico são Gana, Nigéria, Cote d'Ivoire, ou Costa do Marfim e República do Congo.
Ainda na lista estão China, Hong Kong, Paquistão, Índia, Bangladesh e Vietnã.

Interpol

A Interpol calcula que o preço da tonelada de lixo eletrônico esteja por volta de US$ 500. Várias ações para combater o problema estão sendo aplicadas em alguns países.
O relatório do Pnuma cita a retirada de metais e de outros materiais de dentro dos produtos eletrônicos, que podem ajudar a reduzir o lixo produzido, diminuir a pressão sobre o meio ambiente e também gerar empregos e renda.
A agência da ONU diz que o mercado global desse tipo de material, indo desde a coleta até a reciclagem, movimenta US$ 410 bilhões por ano.

41 Milhões de Toneladas

De acordo com um novo relatório do Pnuma sobre o assunto, a indústria do setor gera, por ano, 41 milhões de toneladas de lixo eletrônico de produtos como computadores e telefones celulares.
E a situação deve piorar nos próximos anos. Os especialistas dizem que até 2017, a quantidade de lixo eletrônico deve chegar a 50 milhões de toneladas.
Segundo Steiner, isso representa não só grande parte da montanha de lixo não reciclável global, mas também, uma ameaça à saúde das pessoas e ao meio ambiente, devido aos elementos tóxicos contidos no material.
Aproximadamente 90% desse material, avaliado em US$ 19 bilhões, o equivalente a R$ 56 bilhões, é ilegalmente vendido ou descartado anualmente.

Fotos de como reaproveitar seu lixo eletronico




Reaproveitamento

O reaproveitamento do lixo eletrônico está cada vez mais presente e acessível, porém existe uma parcela de material que acaba sendo menosprezados.
Amenizando essa gama tão grande e preocupante de material sem destino correto, temos alguns exemplos de solução que visa, diminuir esse problema e gera capital.

A reciclagem traz os seguintes beneficios :

  •  Contribui para diminuir a poluição do solo, água e ar
  •  Melhora a limpeza da cidade e a qualidade de vida da população
  •  Prolonga a vida útil de aterros sanitários
  •  Melhora a produção de compostos orgânicos
  •  Gera empregos para a população não qualificada
  •  Gera receitas com a comercialização dos recicláveis

A politica do 5 R´S

Reduzir, Reutilizar, Recuperar, Renovar e Reciclar são as palavras chave para quem quer ser um defensor do meio ambiente.
Com essa política do 5 R´s o planeta fica com o sorriso de lado a lado ao ver o lixo diminuir.

Reciclagem

Reciclagem é o processo que visa transformar materiais usados em novos produtos com vista a sua reutilização. Por este processo, materiais que seriam destinados ao lixo permanente podem ser reaproveitados. É um termo que tem sido cada vez mais utilizado como alerta para a importância da preservação dos recursos naturais e do meio ambiente.

90% do lixo eletronico do mundo é jogado em paises africanos

Com o título “Da ciência à ação: trabalhando para um futuro mais seguro”, um evento reuniu quase 1.200 participantes de 171 países (entre eles o Brasil) em Genebra, na Suíça, entre os dias 4 a 15 de maio. O objetivo foi pensar sobre a maneira mais ecologicamente correta de o mundo se livrar do lixo eletrônico e dos chamados poluentes orgânicos (pesticidas).
O nome do encontro é extenso: Conferência das Partes das Convenções de Basileia, Estocolmo e Roterdam. Ele reúne os países signatários a estes três tratados que traçaram estratégias nesse sentido. Acontece de dois em dois anos e, dessa vez, converge com a COP-21, que vai acontecer no fim do ano em Paris, de onde se espera um acordo mundial que vá cuidar de livrar o planeta de outro risco, o das emissões de carbono. Ou seja: a um só tempo a humanidade cria meios de se envenenar e busca fabricar antídotos. E assim caminhamos em nossa era dos paradoxos.
No quesito lixo eletrônico, é a África que mais sofre. Segundo dados da United Nations Environment Programme (Unep), órgão das Nações Unidas voltado para o meio ambiente, até 90% do lixo eletrônico do mundo são despejados de qualquer jeito, sobretudo nesse continente, sem obedecer a nenhum critério ou respeito pelo homem ou pela natureza.
Repórteres da Deutsche Welle (DW) emissora internacional da Alemanha, publicaram uma reportagem no site da instituição em 2012 (veja aqui) descrevendo o horror que é trabalhar num lixão de produtos eletrônicos em Gana, que naquela época tinha em seu território 170 mil toneladas de lixo eletrônico. O ar é insuportável, contam, e muitos catadores que ganham a vida vendendo aqueles produtos acabam adoecendo.
No que difere dos nossos lixões? É que lá há certeza de os catadores estarem mexendo com artefatos altamente tóxicos, aqui nem sempre. Um detalhe nada irrelevante.
Mas vale a pergunta: por que exportar para a África artigos eletrônicos defeituosos ou inoperantes? Segundo os jornalistas, a razão é simples: custa mais barato do que reciclar devidamente os resíduos no mundo industrializado de onde se originam.
“Um negócio muito mais lucrativo é vender o lixo eletrônico a negociantes locais, que o importam alegando tratar-se de material usado. Os negociantes depois vendem o lixo a jovens no mercado e eles o desmantelam e extraem os fios de cobre. Estes são derretidos em lareiras ao ar livre, poluindo o ar e, muitas vezes, intoxicando diretamente os próprios jovens”, diz o texto da reportagem.
Na reunião em Genebra, foram dados alguns passos para acertar o conceito de lixo eletrônico. Há os aparelhos que pararam de funcionar porque estão obsoletos, para os quais não há mais peças. Há aqueles que ainda funcionam mas, simplesmente, são trocados porque surgiram outros, mais novos. Lá também foram estipuladas orientações de reciclagem, reparo e reuso de elementos não perigosos dos aparelhos. Será, talvez, o primeiro tratado internacional que prevê tais medidas.
Agrotóxicos
E, já que o Brasil continua insistindo na posição de maior país consumidor de agrotóxicos do mundo, vale a pena olharmos com atenção o que foi debatido sobre poluentes orgânicos persistentes na reunião de Genebra.
Houve um certo desânimo entre os participantes, segundo o site oficial do evento (leia aqui, em inglês). É que há 11 anos os países signatários se debruçam sobre o tema e, dessa vez, não conseguiram consenso sobre a periculosidade de alguns itens. O Brasil é signatário de todas as Convenções que debateram a questão.
Secretário Executivo da FAO (Food and Agriculture Organization) na Convenção de Roterdam, Clayton Campanhola comentou, na reunião de Genebra, que "pesticidas perigosos não estão ajudando os países a produzirem mais alimentos e, ao contrário disso, estão causando impactos negativos sobre os recursos naturais e a saúde das comunidades rurais e consumidores”. Um recado direto para as grandes empresas produtoras de tais químicas, que alegam que elas são necessárias para livrar a agricultura de pragas e, assim, conseguir alimentar as 7 bilhões de pessoas. 
Pois até mesmo a bióloga Rachel Carson, considerada a precursora na luta contra os pesticidas, cuja tese publicada em livro – “Primavera silenciosa” (Ed. Gaia) – conseguiu forçar a proibição do uso do DDT nos Estados Unidos em 1972, já foi contestada. James Lovelock, o polêmico físico autor da Teoria de Gaia* em 1979, no seu último livro, lançado ano passado – “A Rough Ride to the Future”, ainda sem tradução no Brasil – acusa Carson de ter provocado a morte de milhões de pessoas, já que sem o DDT para controlar a malária, a doença se espalhou.
Só há um problema nessa declaração do físico, diz o jornalista George Monbiot em seu blog no jornal britânico “The Guardian” (leia aqui, em inglês). O problema é que não é verdade. Não houve proibição para o uso de DDT para efeitos de controle de malária. A proibição é para usos agrícolas, e uma das razões para isso era o de garantir, justamente, que os mosquitos da malária não se tornassem imune ao DDT.
“Em outras palavras, a realidade é exatamente o oposto da afirmação de Lovelock: a proibição do uso indiscriminado do DDT é provável que tenha salvado vidas ao invés de destruí-las”, escreve Monbiot.
Em linhas gerais, os poluentes orgânicos persistentes têm propriedades tóxicas, são resistentes à degradação, são transportados pelo ar, pela água e pelas espécies migratórias atravessando fronteiras. Acumulam-se em ecossistemas terrestres e aquáticos.
Ou seja: não dá para relativizar sobre produtos que trazem tantos problemas, não só às pragas que foram criados para combater, mas à vida humana e de outras espécies no planeta. O jeito que se tem é conseguir criar outros antídotos aos nossos próprios venenos e eliminar os mais perigosos. Nesse sentido é que se percebe a importância de encontros internacionais como esse, de Genebra.
Reunidos na Convenção de Estocolmo, em 2004, os especialistas conseguiram a proibição, entre os países signatários, de 12 espécies de Poluentes Orgânicos Persistentes, entre eles o DDT.
Já o encontro de Genebra ratificou que: naftalenos policlorados, hexaclorobutadieno e pentaclorofenol e seus sais e ésteres são Poluentes Orgânicos Persistentes que ameaçam a saúde humana e o meio ambiente. E Metamidofós é um inseticida organofosforado extremamente tóxico, causando sérios efeitos adversos para a saúde humana, em particular para o sistema nervoso e sistemas reprodutivos. Este último foi banido do Brasil em 2012.
*Segundo a Teoria de Gaia, o planeta Terra é um imenso organismo vivo, capaz de obter energia para seu funcionamento, regular seu clima e temperatura, eliminar seus detritos e combater suas próprias doenças, ou seja, assim como os outros seres vivos, um organismo capaz de se autorregular. 

terça-feira, 28 de abril de 2015

Onde descartar o seu lixo eletronico ?




Países com grandes depósitos de lixo

Países lixão ?

Por incrível que pareça já existem países virando “depósito de lixo” tecnológico dos países ricos, como é o caso de Gana, que a reportagem do portal G1 cita. Este lixo, cuja existência foi denunciada pelo Greenpeace, é composto por celulares, aparelhos de TV, computadores e etc. O greenpeace também já havia identificado depósitos do mesmo tipo na China, Índia e Nigéria. Além da contaminação do solo e prejuízos a agricultura e a lençóis subterrâneos de água, este lixo eletrônico também afeta crianças e adultos que trabalham nos lixões em busca de materiais que possa ser vendidos.
Uma situação absurda, principalmente se considerarmos que, segundo o greepeace, este lixo vem de países como Alemanha, Suíça e Holanda, dente outros, que se enquadram nos países “civilizados” e que muitas vezes tomamos como exemplo a ser seguido. Se confirmada esta informação podemos imaginar então como é fácil ficar bonito e limpo para os turistas. Basta jogar seu lixo em lugares bem longe da vista, de preferência em outro país!
Mas não são apenas estes países que sofrem com o problema. No Brasil este e-lixo acaba nos lixões junto com todo tipo de material, o que agrava ainda mais os problemas de contaminação.

Iniciativas pra minizar as pessoas sobre o problema

Iniciativas para minimizar ou sensibilizar as pessoas sobre o problema

Apesar dos problemas, algumas soluções já despontam. Empresas especializadas em montagem de computadores estão reaproveitando peças antigas para montar computadores e revender para setores que não necessitam de grande poder de processamento para atuar. Empresas pequenas ou no início de suas atividades também podem adquirir computadores reciclados. Mas a seguir cito algumas experiências interessantíssimas.
A Itautec é um exemplo de como faturar com o e-lixo. No ano passado, ela faturou 195 mil reais com a comercialização de seus equipamentos obsoletos e material usado.
O Sebrae está incentivando este novo tipo de mercado para a abertura de novos negócios. Ela cita a experiência de empresas de reciclarem de material eletroeletrônico. Os materiais obtidos da reciclagem dos computadores e outros equipamentos (fios de cobre, metais, vidro etc) viram matéria prima para novos usos pela indústria. O vidro dos monitores, por exemplo, pode virar piso. O entrave para a expansão neste caso é a falta de uma estrutura de coleta dos equipamentos. Ai temos um paradoxo: existe muito lixo para ser reciclado e negócios para serem expandidos ou criados, porém não existe uma coleta regular deste material que forneça a matéria prima para as empresas. Segundo o Sebrae, o principal motivo para isto é a falta de uma regulamentação por parte do governo que obrigue os fabricantes a coletarem o material e encaminharem para a reciclagem. Outro motivo apontado é a falta de divulgação dos serviços de reciclagem, bem como onde o usuário pode levar seu equipamento antigo para um correto descarte.

Radiografia do lixo eletrônico

Uma radiografia do lixo eletrônico.

Ao olhar um computador, um celular e outros equipamentos externamente não temos a noção da diversidade de materiais que ele contém, inclusive vários materiais nobres (ouro, platina, etc.) e que acabam indo parar no lixo, podendo contaminar a água do subsolo, o próprio solo e a atmosfera, caso sejam queimados. Abaixo listei alguns dos componentes que encontramos dentro de um computador ou aparelhos eletrônicos.
Do que é composta uma tonelada de sucata eletroeletrônica mista:
FerroEntre 35% e 40%
Cobre17%
ChumboEntre 2% e 3%
Alumínio7%
Zinco4% a 5%
Ouro200 a 300 gramas
Prata300 a 1000 gramas
Platina30 a 70 gramas
Fibras plásticas15%
Papel e Embalagens5%
Resíduos não recicláveisEntre 3% e 5%

Do que é feito um computador
Metal Ferroso32%
Plástico23%
Metais não ferrosos (chumbo, cádmio, berílio, mercúrio)18%
Vidro15%
Placas eletrônicas (ouro, platina, prata e paládio)12%
Fonte: Programa Ambiental das Nações Unidas
Aproximadamente 94% dos materiais contidos nos aparelhos eletro-eletrônicos podem ser reciclados.
As substâncias tóxicas dos computadores e celulares
Chumbo - Prejudicial ao cérebro e ao sistema nervoso. Afeta sangue, rins, sistema digestivo e reprodutor
Cádmio - É um agente cancerígeno. Acumula-se nos rins, no fígado e nos ossos, o que pode causar osteoporose, irritação nos pulmões, distúrbios neurológicos e redução imunológica
Níquel - Causa irritação nos pulmões, bronquite crônica, reações alérgicas, ataques asmáticos e problema no fígado e no sangue
Mercúrio - Prejudica o fígado e causa distúrbios neurológicos, como tremores, vertigens, irritabilidade e depressão
Zinco - Produz secura na garganta, tosse, fraqueza, dor generalizada, arrepios, febre, náusea e vômito
Revista época
Como pode ser visto nas tabelas, muitos destes componentes são altamente poluentes quando lançados indiscriminadamente no meio ambiente.
E o problema é mais sério do que imaginamos. Fala-se muito em reciclagem de vários materiais mas não na dos equipamentos de tecnologia.
Ai vão mais alguns dados para que possamos ver o peso deste tipo de lixo:
  • Um simples chip eletrônico, menor que a unha de um mindinho, exige 72 gramas de substâncias químicas 32 litros de água para ser produzido;
  • O Ministério do Meio Ambiente acredita que, entre 1996 e 1999, tenham sido descartadas, em todo o Brasil, 11 toneladas de baterias. Cerca de 80% delas tinham a combinação de níquel e cádmio, a mais tóxica;
  • Por ano, são produzidos 50 milhões de toneladas de lixo eletroeletrônico no mundo 5% de todo o lixo gerado pela humanidade (Greenpeace);
  • No ano passado, no Brasil, foram vendidos mais de 10 milhões de computadores e a estimativa é de que o número de computadores até o ano passado é de 31,5 milhões;
  • Até 2007 existiam no Brasil mais de 124 milhões de celulares. Em média os usuários trocam de celular a cada 18 meses;
  • Estima-se que mais de 100 milhões de lâmpadas fluorescentes sejam descartadas no país por ano. Deste total apenas 6% são reciclados.

Leis Brasileiras sobre eletrônico e resíduos sólidos

Leis no Brasil sobre eletrônico e resíduos sólidos

Um importante processo na legislação ambiental brasileira culminou em 2010 em mudanças na lei 12.305 instituindo a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) Clique aqui para ver as Leis
A nova lei pretende extinguir com os lixões a céu aberto em âmbito nacional, até 2014, mantendo porém os aterros sanitários, onde destina-se 10% de resíduos sólidos não reaproveitáveis. A nova lei também cria propostas de compromisso e responsabilidade ao setor privado, para que este, estruture um Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos.
Nesse contexto onde situam-se os resíduos eletro-eletrônicos? Grande parte do lixo eletrônico produzido no planeta tem como destino final países pobres da África, do Oriente Médio e da Ásia.

Reunião sobre impactos e tranformações

Reunião Rio+20 sobre lixo eletrônico: impactos e transformações

Durante a Rio+20 [1] [2] , que na opinião de muitos estava mais para Rio+171, o Ministério das Comunicações, no Pier Mauá - Rio de Janeiro, manteve um espaço aberto de Rodas de Conversa para fomento de diálogo em torno de alguns temas.
Uma dessas rodas, intitulada "Lixo eletrônico: impactos e transformações", ocorreu em 16 de junho de 2012 e nela foram debatidas questões relativas à gestão integrada e gerenciamento do lixo eletrônico, as responsabilidades de empresas e do poder público (logística reversa), a legislação, os movimentos, projetos e programas que desenvolvem ações para minimizar os impactos causados por esses resíduos ao ambiente.

Substâncias nocivas e seu efeitos

Substâncias nocivas e seus efeitos

Arsênico

O Arsênico é um elemento metálico venenoso que se apresenta como pó ou em forma de substâncias solúveis. A exposição crônica ao Arsênico pode provocar várias doenças de pele e diminuir a velocidade de transmissão dos impulsos nervosos. A exposição continuada ao arsênico pode também causar câncer de pulmão e, muitas vezes, ser fatal.

Bário

O Bário é um elemento metálico que é usado em velas de ignição, lâmpadas fluorescentes e "getters" em tubos à vácuo. Sendo altamente instável na forma pura, ela forma óxidos venenosos quando em contacto com o ar. Curta exposição ao bário pode levar a edema cerebral, fraqueza muscular, danos ao coração, fígado e baço. Estudos em animais revelam aumento da pressão arterial e alterações no coração no caso da ingestão de Bário durante um longo período. Os efeitos a longo prazo da exposição crônica ao bário em seres humanos ainda não são conhecidos devido à falta de dados sobre seus efeitos.

Berílio

Berílio foi recentemente classificado como carcinógeno humano, porque a exposição a ele pode causar câncer de pulmão. A preocupação primária de saúde é quanto à inalação de poeiras de Berílio, fumaça ou névoa. Os trabalhadores que estão constantemente expostos ao Berílio, mesmo em pequenas quantidades, e que se tornam sensíveis a ele, podem desenvolver o que é conhecido como doença crônica Berílio (beryllicosis), uma doença que afeta principalmente os pulmões. A exposição ao Berílio também provoca uma doença de pele que é caracterizada por problemas de cicatrização de feridas e surgimento de verrugas. Estudos têm demonstrado que as pessoas podem continuar a desenvolver doenças provocadas pelo Berílio mesmo muitos anos após a última exposição.

Retardantes de Chama Bromados (BFR)

Os 3 tipos principais de retardantes utilizados em aparelhos eletroeletrônicos são oPolibromobifenilo (PBB), o Éter difenil polibromado (PBDE) e o Tetrabromobisfenol - A (TBBPA). Retardantes de chama fazem materiais, especialmente plásticos e têxteis, mais resistentes ao fogo. Eles são encontrados em forma de pó e no ar através da migração e da evaporação a partir de plásticos. A combustão de materiais halogenados e placas de circuito impresso, mesmo a temperaturas baixas, libera as emissões tóxicas, incluindo as dioxinas, que pode levar a graves distúrbios hormonais. Grandes fabricantes de produtos eletrônicos já começaram a eliminar gradualmente retardadores de chama bromados por causa de sua toxicidade.

Cádmio

Compostos de Cádmio podem ter graves impactos sobre os rins. O Cádmio é adsorvido pela respiração, mas também com os alimentos. Devido à longa meia-vida no corpo, o Cádmio, pode facilmente se acumular em quantidades que causam sintomas de envenenamento. O Cádmio apresenta um risco de efeitos cumulativos no ambiente devido à sua toxicidade aguda e crônica. A exposição aguda à fumaça de Cádmio provoca sintomas de fraqueza, febre, dor de cabeça, calafrios, sudorese e dor muscular. Os riscos primários à saúde pela exposição a longo prazo são câncer de pulmão e nos rins. O Cádmio também pode causar também enfisema pulmonar e doença óssea (osteomalacia e osteoporose).

CFCs (Clorofluorocarboneto)

Clorofluorocarboneto são compostos de carbono, flúor, cloro, e, por vezes hidrogênio. Usado principalmente em unidades de refrigeração e espuma de isolamento, não são mais utilizados pois quando liberado na atmosfera, se acumulam na estratosfera e têm um efeito nocivo na camada de ozônio, provocando aumento da incidência de cancer de pele em seres humanos e em danos genéticos em muitos organismos.

Cromo

Cromo e seus óxidos são amplamente utilizados devido à sua condutividade elevada e propriedades anti corrosivas. Enquanto algumas formas de Cromo não são tóxicas, outras como a de Cromo (VI) conhecida com Hexavalente, é facilmente absorvido pelo corpo humano e pode produzir vários efeitos tóxicos no interior das células. A maior parte dos compostos de Cromo (VI) são irritantes aos olhos, pele e mucosas. A exposição crônica aos compostos de Cromo (VI) pode causar danos permanentes aos olhos, se não for devidamente tratada. O Cromo VI pode também causar danos ao DNA.

Dioxinas

As Dioxinas e os Furanos são uma família de produtos químicos que compreendem 75 diferentes tipos de compostos tipo Dioxinas e 135 compostos relacionados com os Furanos. Dioxina é o nome genérico da família de compostos compreendendo dibenzo-p-dioxinas (PCDD) e dibenzofuranos policlorados (PCDFs). Dioxinas nunca foram intencionalmente fabricadas, mas se formam como subprodutos indesejáveis durante a fabricação de substâncias como alguns pesticidas, bem como durante a combustão. As Dioxinas são conhecidas por serem altamente tóxicas para animais e seres humanos pois se acumulam no corpo e podem levar a malformações do feto, diminuição da fecundidade e das taxas de crescimento, além de causar doenças no sistema imunológico, entre outras coisas. A Dioxina mais conhecido e mais tóxica é a 2,3,7,8-tetracloro-p-dioxina (TCDD).

Chumbo

O Chumbo é o metal mais amplamente utilizado nas indústrias, após ferro, alumínio, cobre e zinco. É comumente empregado na indústria elétroeletrônica em soldas, baterias de Chumbo-ácido, componentes eletrônicos, revestimento de cabos, no funil dos CRTs, etc. A curta exposição a níveis elevados de Chumbo pode causar vômitos, diarréia, convulsões, coma ou até mesmo a morte. Outros sintomas são perda de apetite, dor abdominal, constipação, fadiga, insônia, irritabilidade e dor de cabeça. Exposição excessiva continuada, como em um ambiente industrial, pode afetar os rins. É particularmente perigoso para crianças pequenas, pois podem danificar conexões nervosas e causar distúrbios cerebrais.

Mercúrio

O Mercúrio é um dos metais mais tóxicos que ainda é amplamente utilizado na produção de equipamentos eletroeletrônicos. É um metal pesado tóxico que se acumula no organismo causando danos cerebrais e no fígado, se ingerido ou inalado. O mercúrio aparece altamente concentrado em algumas baterias, interruptores, termostatos e lâmpadas fluorescentes.

Bifenilos policlorados (PCB)

Os Bifenil policlorados (PCBs) são uma classe de compostos orgânicos usados em uma variedade de aplicações, incluindo fluidos dielétricos para capacitores e transformadores, fluidos de transferência de calor e como aditivos em adesivos e plásticos. Os PCBs provocam câncer em animais e também foi comprovado causar um certo número de doenças não-cancerosas em animais, incluindo disfunções no sistema imunológico, sistema reprodutor, sistema nervoso, sistema endócrino e outros efeitos à saúde. Os PCBs são contaminantes persistentes no meio ambiente; devido à solubilidade lipídica elevada e a baixa taxa de metabolismo destes produtos químicos, eles se acumulam nos tecidos ricos em gordura de quase todos os organismos (bioacumulação). A utilização de PCB está proibida nos países da OCDE, no entanto, devido à sua ampla utilização no passado, ele ainda pode ser encontrado em REEE, bem como em alguns outros resíduos.

Cloreto de polivinila (PVC)

Cloreto de polivinila (PVC) é o plástico mais utilizado em eletrônica e em aparelhos, utensílios domésticos, tubos, entre outros. O PVC é perigoso porque contém até 56% de Cloro que quando queimado, produz grandes quantidades do gás cloreto de hidrogênio, que combinado com a água forma ácido clorídrico, esse ácido é perigoso porque quando inalado, causa problemas respiratórios.

Selênio

A exposição a altas concentrações de compostos de Selênio causa selenosis. Os principais sinais dessa doença são a perda de cabelo, fragilidade das unhas, e alterações neurológicas (como dormência e outras sensações estranhas nas extremidades dos membros).

Automatização na reciclagem

Automatização na reciclagem

Basicamente existem duas abordagens para o tratamento dos REEE: a manual e a automatizada.
A desmontagem manual permite uma maior seletividade no processo, evitando perdas ao classificar cada matéria-prima da forma correta. Por outro lado é mais lento, de mão-de-obra intensiva e, menos seguro do ponto de vista da saúde e do ambiental. A abordagem manual para os países em desenvolvimento é defendida fortemente pela UNEP em seu relatório de 2009
A automatização permite um processamento mais rápido, mais seguro e com menos mão-de-obra mas também menos eficiente na recuperação de materiais por misturar materiais diferentes.

Gerenciamento da reciclagem

Gerenciamento dos resíduos e reciclagem

Para conter os problemas de contaminação previamente descritos, são necessárias regulamentações e procedimentos que garantam a segurança dos trabalhadores envolvidos na reciclagem, das pessoas e do meio-ambiente. Isso denomina-se gerenciamento ou gestão dos REEE.
Para realizar a gestão e reciclagem dos REEE divide-se o processo em etapas chamadas coleta, desmontagem, pré-processamento e processamento. A coleta consiste em receber os REEE, seja através de sistemas que recolhem nas casas dos consumidores, seja através de iniciativas de mutirão de coleta ou o sistema de ecopontos . Depois de coletados, os REEE passam por um processo de manufatura reversa, onde são desmontados e cada material é classificado. As substâncias tóxicas devem ser neutralizadas, utilizando-se diversos processos físico-químicos.
Os materiais que podem ser transformados em matérias-primas são encaminhados para esse fim. Estão incluídos plásticos, ferro, alumínio, fios e cabos, entre outros. Algumas frações como monitores tipo CRT, alguns tipos de baterias, lâmpadas de mercúrio podem apresentar dificuldades ou custos elevados para serem dercontaminados. Nesse caso, estes subprodutos devem sofrer disposição adequada.

Países

União Europeia

Em Janeiro de 2003 entrou em vigor a directiva 2002/95/CE da União Europeia que regulamenta o tratamento de resíduos de equipamentos eléctricos e electrónicos, obrigando (entre outros) os fabricantes a se responsabilizar por todos os eletrônicos produzidos. Em vigor está também a directiva Directiva 2002/95/CE (RoHS) que restringe o uso de determinadas substâncias perigosas em equipamentos eléctricos e electrónicos.

Brasil

No dia 5 de Agosto de 2010 foi aprovada a Lei Federal nº 12.305 referente à Política Nacional de Resíduos Sólidos no Brasil, que obriga a dar-se destinação adequada para os resíduos eletrônicos. No Estado de São Paulo foi promulgada em julho de 2009 a Lei Estadual 13.576 que institui normas e procedimentos para a reciclagem, gerenciamento e destinação final de lixo tecnológico.

Estados Unidos

A legislação norte-americana não prevê uma regulamentação nacional mas sim, soluções em nível estadual. Até 2012, apenas 24 estados haviam criado suas legislações específicas. 7 . Por serem signatários, com ressalvas, da Convenção da Basiléia que bane a exportação de lixo eletrônico, os EUA descartam parte substancial (entre 50 e 80% ) do seu REEE para países como China e Índia, além de diversos países africanos, nos quais a ausência de legislação adequada facilitam a contaminação das pessoas e do meio-ambiente.

Africa

A África do Sul possui uma iniciativa de âmbito nacional, relacionada com a reciclagem dos REEE.
Na maioria dos outros países africanos não existe legislação específica e, na verdade, parte deles ainda sofre com o envio de REEE vindos da EU e dos EUA, apesar das restrições 11 .

Os problemas e a Legislação

Problema

Os REEE (Resíduo de Equipamentos Eletrônicos), se descartados de forma inadequada, constituem um sério risco para o meio ambiente, pois possuem em sua composição metais pesados altamente tóxicos, como mercúrio, cádmio, berílio e chumbo, além de outros compostos químicos como os BFRs (Brominated Flame Retardants). Em contato com o solo, os metais pesados contaminam o lençol freático; se queimados, os BFRs liberam toxinas perigosas ao meio ambiente. Portanto, a manipulação e processamento dos REEE, de forma incorreta e desprotegida, contamina os seres humanos que executam estas tarefas e o meio ambiente à sua volta.

Legislação

Em função da complexidade do problema da contaminação e do aumento considerável da produção, consumo e consequente descarte de eletroeletrônicos, foi necessária a elaboração de leis específicas, atualmente em vigor em diversas partes do mundo.


Lixo Eletrônico

Definição

Lixo Eletrônico é todo resíduo material produzido pelo descarte de equipamentos eletrônicos. Com o elevado uso de equipamentos eletrônicos no mundo moderno, este tipo de lixo tem se tornado um grande problema ambiental quando não descartado em locais adequados.


Exemplos de lixo eletrônico:

- Monitores de Computadores

- Telefones Celulares e baterias

- Computadores

- Televisores

- Câmeras Fotográficas

- Impressoras





Problemas causados pelo descarte inadequado

- Este descarte é feito quando o equipamento apresenta defeito ou se torna obsoleto (ultrapassado). O problema ocorre quando este material é descartado no meio ambiente. Como estes equipamentos possuem substâncias químicas (chumbo, cádmio, mercúrio, berílio, etc.) em suas composições, podem provocar contaminação de solo e água.

- Além do contaminar o meio ambiente, estas substâncias químicas podem provocar doenças graves em pessoas que coletam produtos em lixões, terrenos baldios ou na rua.

- Estes equipamentos são compostos também por grande quantidade de plástico, metais e vidro. Estes materiais demoram muito tempo para se decompor no solo.


Onde Jogar? Descarte correto e reutilização

- Para não provocar a contaminação e poluição do meio ambiente, o correto é fazer o descarte de lixo eletrônico em locais apropriados como, por exemplo, empresas e cooperativas que atuam na área de reciclagem.

- Celulares e suas baterias podem ser entregues nas empresas de telefonia celular. Elas encaminham estes resíduos de forma a não provocar danos ao meio ambiente.

- Outra opção é doar equipamentos em boas condições, mas que não estão mais em uso, para entidades sociais que atuam na área de inclusão digital. Além de não contaminar o meio ambiente, o ato ajudará pessoas que precisam.


Lembre-se:

- O primeiro passo para evitar a poluição do meio ambiente é fazer a coleta seletiva em casas, escolas e empresas. O lixo eletrônico deve sempre ser separado dos resíduos orgânicos e dos materiais recicláveis (papel, plástico, metal).


Você sabia?

- Cerca de 40 milhões de toneladas de lixo eletrônico são gerados por ano no mundo.

- Entre os países emergentes, o Brasil é o país que mais gera lixo eletrônico.

- A cada ano o Brasil descarta: cerca de 97 mil toneladas métricas de computadores; 2,2 mil toneladas de celulares; 17,2 mil toneladas de impressoras.

(Fonte: Pnuma - Programa da ONU para o Meio Ambiente).